A declaração pré-preenchida do Imposto de Renda deste ano terá atraso e só estará disponível a partir de 1º de abril, duas semanas após o habitual. O documento, que facilita o preenchimento ao importar dados do Fisco, normalmente é liberado no início da entrega, mas, segundo Juliano Brito, subsecretário da Receita Federal, fatores internos, como a greve de servidores, causaram o atraso. “Tivemos dificuldades internas que impediram que isso acontecesse”, explicou.
O prazo para envio da declaração começa na segunda-feira (17) e vai até 30 de maio, com a expectativa de 46,2 milhões de declarações entregues. Esse aumento de quase 3 milhões em relação a 2024 é atribuído à ampliação da obrigatoriedade de entrega e ao crescimento no uso da declaração pré-preenchida, que, segundo a Receita Federal, deve alcançar 57% dos contribuintes neste ano. “Vamos disponibilizar as informações conforme forem sendo carregadas”, disse José Carlos da Fonseca, auditor-fiscal.
Além de ser uma ferramenta que agiliza a declaração, a versão pré-preenchida inclui novas informações, como dados sobre contas bancárias no exterior, devido à legislação que tributou as offshores. Os contribuintes terão acesso gradualmente aos dados, com os primeiros itens sendo disponibilizados já no dia 17 de março. A Receita espera que a declaração pré-preenchida continue facilitando o preenchimento, tornando o processo mais ágil para os contribuintes.
O programa deste ano também traz mudanças, como o reajuste das faixas de isenção, que aumentou o limite de rendimentos tributáveis anuais para R$ 33.888. As prioridades para a restituição, como quem optou por Pix e utilizou a declaração pré-preenchida, também foram ajustadas. O pagamento da restituição ocorrerá em cinco lotes, com o primeiro previsto para 30 de maio.