A sintonia entre Brasil e França na tributação dos super-ricos foi destacada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em conferência na universidade Science Po. Ele ressaltou que a cooperação entre os países pode destravar impasses no sistema internacional. A proposta global de até 2% de taxação foi elaborada pelo economista Gabriel Zucman.
O ministro também defendeu a COP30 como espaço para resgatar o multilateralismo e consolidar avanços ambientais. Ele citou o Mecanismo de Financiamento para Florestas Tropicais, que mobiliza US$ 125 bilhões. Haddad afirmou que o Brasil deve liderar pelo exemplo, promovendo uma agenda inclusiva e eficaz.
A viagem a Paris antecipa discussões para a visita do presidente Lula à França em junho. Haddad se reunirá com o ministro da Economia francês, Éric Lombard, e empresários. Nesta terça-feira (1º), ele participou dos Diálogos Econômicos Brasil-França antes de retornar ao Brasil.