O pacote de corte de gastos aprovado pelo Congresso em 2024 resultará em uma economia de cerca de R$ 34 bilhões em 2025, sendo R$ 19 bilhões em cortes diretos e R$ 15 bilhões para cobrir novas pressões de despesas, como o aumento de beneficiários de programas sociais e a inflação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou a nova estimativa, que será encaminhada ao relator do Orçamento de 2025, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), após ajustes feitos pela Junta de Execução Orçamentária (JEO).
Durante a reunião da JEO, Haddad explicou que o objetivo era readequar o Orçamento de 2025 ao pacote de gastos aprovado em dezembro pelo Congresso, ajustando-o às novas pressões, como a ampliação de programas sociais e mudanças nas leis. O projeto do Orçamento de 2025, ainda não aprovado, deve ser votado após o carnaval e precisará de uma mensagem modificativa para incluir os novos números.
Em paralelo, Haddad comentou a situação do programa Pé-de-Meia, que teve um bloqueio de R$ 6 bilhões. O governo busca um acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU) para desbloquear os recursos, que são destinados ao pagamento de R$ 2 mil para alunos de baixa renda do ensino médio. O TCU deverá julgar um recurso nesta quarta-feira (12), podendo adiar a aplicação de exigências relacionadas à transferência de recursos até a aprovação do Orçamento de 2025.