Preocupação com segurança faz cair uso de celular entre crianças

Pesquisa mostra mudança de comportamento das famílias

por metropolitano
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A preocupação com privacidade e segurança passou a ser o principal motivo para que crianças e adolescentes não tenham celular no Brasil. É o que aponta a Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira (2) pelo IBGE. O levantamento mostra mudança no comportamento das famílias.

Entre crianças de 10 a 13 anos, a posse de telefone caiu pela primeira vez desde 2016. Em 2025, 55,2% tinham o aparelho, recuo de 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. A faixa etária foi a única a registrar queda no período.

Entre os responsáveis, 32% apontaram segurança como principal razão para negar o acesso, alta de 7,8 pontos em um ano. Antes, o custo do dispositivo liderava a justificativa. A preocupação com exposição digital ganhou espaço recentemente.

Os dados também indicam leve redução no acesso à internet entre esse público, de 84,9% para 84,4%. Ainda assim, a maioria segue conectada por outros meios. A falta de necessidade aparece como principal justificativa entre desconectados.

Na população geral, o uso da rede avançou e atingiu 90,5% em 2025. Entre idosos, o crescimento é destaque, com 74,5% conectados. A dificuldade de uso ainda é a principal barreira para quem permanece fora do ambiente digital.

O levantamento também aponta aumento no uso de serviços online, como operações bancárias e compras pela internet. Pela primeira vez, mais da metade dos usuários declarou adquirir produtos ou serviços digitalmente. Chamadas e mensagens seguem como atividades mais frequentes.

Foto: Agência Brasil

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